PETRÓLEO
A engenharia brasileira sempre foi base de grande importância para
o crescimento econômico do país. E nesse particular, o Grupo
MPE, através de suas empresas, tem contribuído de forma significativa
para
este crescimento. Seja através da geração de empregos,
no desenvolvimento técnico ou mesmo através das obras significativas
que deixaram marcas na História do Brasil.
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Marcas que começaram a ser gravadas desde o ano 1939, no início das operações da EBE. Inicialmente no setor de instalações elétricas e hidráulicas e cinco anos depois, dedicando-se às atividades industriais de grande vulto em implantação no Brasil da época,
Em 1949, a EBE estava presente na construção da primeira refinaria de petróleo no Brasil, no recôncavo baiano. Estava ligada às descobertas dos primeiros poços de petróleo na região. Uma revolução sócio-econômica em todos os níveis, formando uma nova classe de profissionais, egressa do trabalho da pesca e da agricultura, inaugurando um novo ciclo, com atividades industriais de refino, virando a página da até então reinante agroindústria da cana-de-açúcar.
Com a criação da Petrobrás em 1953, a refinaria foi incorporada pela empresa, passando a chamar-se Landulpho Alves- Mataripe, em homenagem ao engenheiro e político baiano, que muito lutou pela causa do petróleo no Brasil. Como interventor do Estado Novo na Bahia, Landulpho Alves pleiteava desde 1938 a construção de uma refinaria em território baiano, o que só foi autorizado pelo governo federal em 1946.
Hoje a RLAM, como é conhecida, está instalada em 6,4 Km², refina mais de 307 mil barris diários, produzindo propano, iso-butano, gás de cozinha, gasolina, nafta petroquímica, querosene de aviação, parafinas, óleos combustíveis e asfalto.
Através dos anos o grupo consolidou
seus conhecimentos adquiridos pela qualificação de seu corpo
técnico, que a capacitou para desenvolver projetos com qualquer dificuldade.
Estes avanços colocaram o grupo na linha de frente das empresas que
atuam no setor de petróleo e gás.
A entrada no Brasil na era nuclear, também foi um divisor de águas para a atuação da EBE num novo cenário da economia internacional. A EBE que jamais tinha se consorciado para fazer qualquer obra, mas se associou a americana Westinhouse e foi vencedora da concorrência para montagem eletromecânica da Usina Angra I, que faz parte do complexo nuclear Almirante Álvaro Alberto.
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Turbina
de vapor de Angra II |
Sua construção iniciou-se em 1972, na praia de Itaorna, a 130 km do Rio de Janeiro. Na época, o principal time de engenheiros era formado por 14 pessoas. O ineditismo do trabalho e sua complexidade, exigiu uma mobilização de tal ordem, que ao entregar a usina funcionando, a EBE tinha 60 engenheiros e centenas de funcionários.
No fim de 1995, foi definida a licitação que definiu a contratação
dos serviços de montagem eletromecânica da Unidade II do complexo
nuclear. O consórcio UNAMON, formado por sete empresas de construção
e montagem, foi o vencedor da concorrência.
A primeira ordem de execução assinada por Furnas foi em maio de 1996, iniciando-se efetivamente a enorme tarefa de montar 5 mil toneladas de tubulações e suportes. Foram 124 mil juntas soldadas, 1.100 componentes mecânicos, somando-se 3.100 km de cabos de força, controle de iluminação, 12.400 equipamentos terminais elétricos e quase 830 mil conexões de cabos de força e de I & C. Em 1999, Angra II já tinha capacidade para gerar 1.300 MW de energia.
O conhecimento da EBE na geração
de energia ainda hoje é inigualável. Sua equipe de engenheiros
e técnicos reúne experiências na construção
de usinas que utilizam todos os tipos de combustíveis para produção
de energia. Seja lenha, óleo, carvão, água, gás
ou nuclear. Desde a sua fundação, a EBE já executou
contratos em 50 unidades geradoras de emergia termelétrica, somando
mais de 4 milhões de KW.
BRASÍLIA
A idéia de se criar uma cidade para ser a nova capital do Brasil nasceu em 1823, quando José Bonifácio apresentou um projeto de mudança da capital, que já trouxe Brasília como nome. Somente em 1922, foi colocada a pedra fundamental da então futura sede federal. Trinta e três anos depois, Juscelino Kubitscheck, num comício na pequena cidade de Jataí, em Goiás, respondendo a pergunta de um eleitor, fez a promessa de que, se eleito, iria transferir a capital brasileira para o planalto central. Mas somente em 1957, o projeto de Lucio Costa foi escolhido vencedor. Começava ali a verdadeira construção de Brasília.
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Construção
de Brasilia |
Pioneira na área de energia, a EBE foi responsável pelo projeto e pela montagem eletromecânica de mais de 70 % do sistema elétrico existente no Distrito Federal, inclusive os prédios públicos, a maioria dos ministérios, o Congresso Nacional e a Catedral, além de projetar e construir cerca de quinhentas subestações.
O projeto elétrico foi tão consistente, que suportou até mesmo a explosão populacional de Brasília. As projeções de Lucio Costa e Oscar Niemeyer, eram de 500 mil habitantes até o ano 2000. Mas mesmo antes do final do século, a população passava de 1,5 milhão. Hoje, são 2 milhões de habitantes. Mesmo assim, a concepção do projeto elétrico não teve que ser modificada.
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Congresso
Nacional - Brasilia |
Nos finais de ano, na época das festas natalinas, Brasília, transforma-se na capital brasileira de luzes. O plano piloto ganha vida nova com a instalação de mais de 30 mil lâmpadas, transformando o congresso num presépio iluminando em meio às cascatas de luzes que caem dos prédios.
Ainda hoje a EBE continua atuando em Brasília,
prestando serviços especializados à geração,
transformação e distribuição de energia em toda
capital federal. Uma prova da excelência da concepção
de seu projeto original e do elevado nível de qualificação
e modernização de seu corpo técnico.
Na década de 70, uma outra grande obra tornou-se símbolo da engenharia brasileira, pelo tamanho do desafio e o seu alto grau de complexidade: a construção da Usina Hidrelétrica Itaipu, a maior hidrelétrica do mundo.
Em abril de 1973, foi criada a Itaipu Binacional, empresa formada pela associação da Eletrobrás e a ANDE, do Paraguai. A nova empresa criada em partes iguais, tinha o objetivo de realizar o aproveitamento hidrelétrico dos recursos hídricos do Rio Paraná, pertencentes em condomínio ao Brasil e ao Paraguai.
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Hidrelétrica
de Itaipu |
A EBE fez parte do consórcio para a construção desta usina, formando ao lado das empresas Montreal, Tenenge, Sade, Ultratec, Araújo, Techint e Sertep.
A primeira turbina começou a funcionar, gerar energia em 1984, onze anos depois da criação da empresa, num esforço sem precedentes na história da engenharia brasileira. Um desafio vencido que colocou o país na vanguarda de geração de energia com recursos hídricos.
A Usina Hidrelétrica foi capaz de gerar 12.600 MW de energia, atendendo a dois países, até a primeira fase. Com a instalação de mais duas turbinas, a capacidade de geração aumentou em 1.400 MW subindo para 14.000 MW de energia. As duas últimas turbinas estavam previstas no projeto original. Uma do lado brasileiro e outra do lado paraguaio.
A EBE também teve a sua presença nesta ampliação, fazendo a montagem eletromecânica. Com as 20 turbinas em operação, Itaipu gera 95 % da energia do Paraguai e 25 % da energia elétrica consumida no Brasil.
Em todo mundo, não existe nenhuma
hidrelétrica que se compare a grandeza de Itaipu. A segunda do ranking
fica na Venezuela, com uma capacidade de gerar 10,2 MW. A terceira, nos
Estados Unidos, com 6,5 MW e a quarta na Rússia, com 6,4 MW. Mesmo
com a China construindo a Hidrelétrica de Três Gargantas, no
Rio Yang-Tse, Itaipu continuará a ser a maior em capacidade de geração.
As 26 máquinas da hidrelétrica chinesa vão gerar menos
20 MW do que Itaipu.
AEROPORTOS
A moderna tecnologia dos sistemas aeroportuários brasileiros, passa desapercebida à maioria dos passageiros que usa diariamente as centenas de vôos que chegam saem das cidades pelo Brasil afora. Ela está mais escondida do que à vista. Discreta, mas presente e fundamental. Seja no sistema de ar condicionado, na limpeza, no sistema de navegação, no balizamento de pistas, nas esteiras de bagagem, nos fingers, na coleta do lixo, no sistema de energia. Tudo para dar segurança e tranqüilidade ao passageiro.
O Brasil tem hoje o segundo maior sistema de aeroportos do mundo. Depois dos Estados Unidos, somos o país que tem maior número de aeroportos, elemento fundamental para nossa integração nacional.
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Aeroporto
Internacional Antônio Carlos Jobin - RJ |
A MPE nasceu fazendo serviços aeroportuários. Tem uma larga tradição e experiência neste setor. Está presente nos principais aeroportos brasileiros e tem uma participação ativa nos mais importantes, como os aeroportos do Rio de Janeiro e de São Paulo, as portas de entrada do Brasil, numa forte parceria com a Infraero.
Do discreto Galeão, inaugurado em 1952, ao moderno complexo aeroportuário atual, o Rio de Janeiro ganhou muito neste setor. Em 1977, recebia o Terminal I e em 1999, o Terminal II, com capacidade para receber até 10 milhões de passageiros. O projeto é para construção de mais dois terminais, aptos para receber até 20 milhões de passageiros.
Com 14 km² , o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, rebatizado Antônio Carlos Jobim, em dezembro de 1998, também movimenta mais de 200 mil toneladas de cargas e 2,5 mil toneladas de pacotes no Terminal Courrier.
O Aeroporto de São Paulo, o maior da América do Sul, já recebia no ano 2000, 13 milhões de passageiros. Mais de cem mil passageiros, visitantes e funcionários, circulam diariamente por suas alas, pistas, lojas, estacionamentos. São 370 empresas instaladas, 41 companhias aéreas voando para 28 países.
Os números são impressionantes. Soma-se a isso as empresas de táxi aéreo e os vôos em aviões particulares. Eles aumentam consideravelmente se computarmos ainda os movimentos dos Aeroportos Santos Dumont e Congonhas.
Através dos anos, as empresas
do Grupo MPE que prestam serviços para a Infraero, capacitam seus
funcionários e suas operações, acompanhando o contínuo
avanço no setor aeroportuário. Trabalhando para dar maior
segurança, conforto e modernidade aos passageiros.
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